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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Missões Artísticas e Cientificas

                    Muito do que se conhece hoje sobre o passado de nosso pais deve se ao trabalho de artistas e cientista que percorreram, alguns em grupo, outros sozinhos ,certas regiões do Brasil,registrado os costumes da população e desenhando animais, plantas e cenas do cotidiano.
                  Uma dessas primeiras expedições (chamadas quase sempre, quando em grupos,de missões) foi liderada pelo príncipe alemão  Maximilian  von wied, entre 1815 e 1817.Além de importante legado botânico e linguístico,essa expedição nos deixou  um grande acervo etnográfico,tendo registrado diversos aspectos da vida de povos indígenas como os Puri,os botocudo e os pataxó .  A vida dos escravos e o cotidiano da sociedade foram representados pelo pintor francês Jean baptiste Debret , que chegou ao Rio de janeiro em 1816 com outros artistas franceses, entre os quais o também pintor Nicolas Antoine Taunay, para fundar uma escola de artes no Brasil .
                 Outra missão importante, de origem austríaca chegou em 1817.Essa missão  acompanhava a arquiduquesa da Áustria,Maria Leopoldina habsburgo casada por procuração com o príncipe dom Pedro (futuro Dom Pedro I) ,filho de dom João e  dona  Carlota Joaquina .
                           Entre os integrantes da expedição estavam o zoólogo Johann von spix e o botânico Karl von Martius .Durante três anos eles percorreram mais de 20 mil quilômetros,registrando informações sobre a fauna e a flora do Brasil


terça-feira, 11 de novembro de 2014

Impasse em Portugal

Apesar de boa parte da riquesa aqui produzida, ter como destino Portugal, o reino lusitano não conseguiu garantir sua independência econômica em relação a Inglaterra. A coroa portuguesa pouco investiu no desenvolvimento industrial, preferindo empregar os lucros de seus negócios na colonia, principalmente na construção de palacios, igrejas e conventos.
 O dinheiro era utilizado também para financiar o luxo da corte e do alto clero.
Em 1806 Napoleão Bonaparte, querendo prejudicar a economia britânica decretou o bloqueio continental, o governo não se dispois, agindo para não criar confusão com a França e com a inglaterra , antiga parceira comercial.
 Diante da demora do governo luso em adotar uma posição , Napoleão determinou a invasão de Portugal. No dia 17 de novembro de 1807, as primeiras tropas francesas já se encontravam em posse da diretoria portuguesa.
 Dom João, que desde 1789 governava Portugal como príncipe regente, pois sua mãe sofria de distúrbios mentais, descidiu colocar em plano a pratica em 1801: transferiu a familia real e a corte lusa, quando a esquadra se encontrava nas proximidades da ilha da madeira, uma forte tempestade a dividiu, na qual, em cada parte dela se encontrava o príncipe regente, que  aportou-se em salvador, no dia 22 de janeiro de 1808, apos 54 dias de viagem. Semanas após a comitiva seguiu para o rio de janeiro, onde já se encontrava o restante da frota.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O Brasil no começo o século XIX

Na passagem do século XVIII para o século XIX  boa parte do litoral brasileiro já havia vilas e cidades e até no interior podiam-se encontrar núcleos urbanos decorrentes da ação de bandeirantes, mineradores, vaqueiros, tropeiros e do trabalho dos escravos indígena e africanos.
Em várias regiões da colônia, as atividades econômicas haviam passado por um processo de expansão e diversificação, contribuindo para integrar grande parte do território e delimitar cada vez mais as fronteiras. O mercado interno crescera tanto que a comercialização de gêneros alimentícios e a formação de rotas de comércio escapavam ao controle da metrópole.
Enquanto o Sul era grande fornecedor de artigos de couro, a capitania de São Paulo tornara-se fonte de abastecimento agrícola e ponto de passagem das mercadorias trazidas pelos tropeiros sulistas para o mercado de outras regiões. O Rio de Janeiro, elevado a capital da colônia em 1763, tinha em se porto um intenso movimento comercial. 
Minas Grais, apesar de não mais produzir ouro como no início do século XVIII, transformara-se em polo agropecuário, enquanto a zona da Mata no Nordeste continuava a produzir açúcar, principal produto de exportação da colônia. O Norte e algumas regiões nordestinas investiam em outras culturas, como algodão, arroz, fumo, cacau e anil.
Pessoas e mercadorias circulavam com maior facilidade e a expansão do mercado interno levava, pouco a pouco, a economia colonial a se monetarizar. Ou seja, os pagamentos deixavam de ser feitos à base de produtos ou em ouro e passavam as se realizar por meio de moedas. 


A Administração Joanina



                        Além dos tratados com a Inglaterra e das  reformas no rio de janeiro ,dom joão cuja gestão é conhecido como governo Joanino tomou medidas que afetaram diretamente  a vida Econômica ,Politica,administrativa e cultural do Brasil.Em politica extrema,por exemplo.adotou uma linha de ação francamente expansionista.
                         Já no plano Administrativo, uma de uma de suas primeiras Preocupações  foi  a de reproduzir na colônia a estrutura burocrática  do reino .
                               Os novos órgãos  públicos  proporcionavam emprego  para muitos dos integrantes  da comitiva do príncipe regente  coroado rei com título de Dom João VI em 1818,dois anos após a morte de sua mãe ,que se encontravam sem fonte de renda. Ainda em 1808, foram criados o banco do Brasil , que passou a emitir papel moeda  e a conceder  créditos , real hospital militar e o jardim botânico .Dom João autorizou também o funcionamento de tipografias e a publicação de jornais.


domingo, 9 de novembro de 2014

Rio de janeiro, sede do Império.

A chegada da familia real, Rio de janeiro uma cidade com aproximadamente 50 mil habitantes e sem infraestrutura de capaz de receber, de uma só vez, um numero tão grande de pessoas. Por isso, dom João requisitou as melhores casas da cidade para abrigar temporariamente os fidalgos vindos de Portugal.
Após a chegada da corte, a cidade passou por umas reformas urbanísticas destinadas a fazê-la digna de seu novo status de sede do império luso. Ruas foram pavimentadas e equipada com iluminação publica novos chafarizes e prédios públicos e residências foram construídas.
A abertura dos portos ao comércio internacional fez com que uma grande quantidade de artigos de luxo começasse a chegar ao rio de janeiro.  Lojas de roupas finas, joalherias, salões de cabeleireiros passaram a funcionar tendo uma clientela ela de pessoas da corte e da elite.
 A população assistia a tudo admirada. Muitos ficaram encantados com o luxo e a elegância das festas e dos saraus promovidos pelos nobres portugueses. E essa intensa vida social era algo que não existia até então na colônia.

Um estado multiétnico

Nos tempos da colonização da América o estrado de Santa Catarina atrai vários navegadores pelo fato das condições boas do mar para atacar os navios e assim abastece-los com água e comida para seguir viagem. Alguns visitantes deixaram relatos sobre a região entre eles o naturalista alemão Langsdorff que escreveu em seu diário os costumes e a presença dos africanos escravizados e os açorianos, também o botânico Adallert Von Chanisso, que se encantou com a fauna e a flora local.
Em meados do século XVII começaram a chegar os escravos africanos, um século depois começou a desembarcar os açorianos onde introduziram novos hábitos e costumes para os habitantes dessa região, que podem ser observados até hoje, principalmente em alguns bairros de Florianópolis, como cassas construídas pelos imigrantes, a pesca profissional, o artesanato com a renda e bilro, uma herança portuguesa.

Renda de Bilro 

Uma das festas mais importantes é o folguedo do boi de mamão (Conhecida anteriormente como boi de pano), essa festa representa a morte e a ressureição de um boi, entre os personagens representados o vaqueiro Matheus e a Bernuncia uma mistura de jacaré e dragão que comem crianças.

Segundo a tradição esse nome começou certa vez que a cabeça do boneco foi feita com um mamão verde, e assim foi rebatizado com o nome que esta até hoje, essa brincadeira acontece nas cidades do litoral entre o natal e o carnaval, mais os festejos muitas vezes são prolongados.

Folguedo do boi de mamão
Santa Catarina também guarda vestígios de população de cerca de cinco mil anos, que podem ser observada em gravuras rupestres, dentro destaque os grafismos da Ilha de Campeche próxima de Florianópolis, os sambaquis são muito encontrados em Santa Catarina principalmente no norte do estado em Joinville e São Francisco, na proximidade de Jaguariúna e Garopaba, onde esta o maior sambaqui do mundo com 22 metros de altura.
A partir do século XIX, começou a chegar a Santa Catarina grande leva de imigrantes europeus, alemão, italiano, poloneses e australianos em algumas cidades onde a presença é notada na culinária, na arquitetura, nas festas e no artesanato. Em Pomerode no Vale do Itajaí a população além do português fala fluentemente o alemão. 

Gravuras rupestres na Ilha de Campeche, em Florianópolis

A abertura dos portos

A transferência da familia real para o Rio de janeiro obrigou a Coroa portuguesa a abandonar de vez a velha teoria mercantilista que sujeitava a colônia ao monopólio da metrópole. Agora que boa parte da elite lusa encontrava-se em terras brasileiras, o desenvolvimento da colônia não poderia continuar cerceado. Como afirma a historiadora Maria Odila Silva Dias, Pela primeira vez iria se configurar “nos tropico portugueses preocupações de uma colônia de povoamento e não apenas de exploração ou de feitoria comercial”.

Assim, em 28 de janeiro de 1808, seis dias depois de desembarcar em Salvador, o príncipe regente dom João decretou a abertura dos portos brasileiros às nações amigas. O decreto estabelecia uma taxa de 16% sobre os antigos importados de Portugal e de 24% sobre os provenientes dos demais países. A exceção entre estes últimos viria a ser a Inglaterra.