Em meados do século XVII começaram a chegar os escravos
africanos, um século depois começou a desembarcar os açorianos onde
introduziram novos hábitos e costumes para os habitantes dessa região, que
podem ser observados até hoje, principalmente em alguns bairros de
Florianópolis, como cassas construídas pelos imigrantes, a pesca profissional, o
artesanato com a renda e bilro, uma herança portuguesa.
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Renda de Bilro |
Uma das festas mais importantes é o folguedo do boi de mamão (Conhecida anteriormente como boi de pano), essa festa representa a morte e a ressureição de um boi, entre os personagens representados o vaqueiro Matheus e a Bernuncia uma mistura de jacaré e dragão que comem crianças.
Segundo a tradição esse nome começou certa vez que a cabeça do boneco foi feita com um mamão verde, e assim foi rebatizado com o nome que esta até hoje, essa brincadeira acontece nas cidades do litoral entre o natal e o carnaval, mais os festejos muitas vezes são prolongados.
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Folguedo do boi de mamão |
Santa Catarina também guarda vestígios de população de cerca
de cinco mil anos, que podem ser observada em gravuras rupestres, dentro
destaque os grafismos da Ilha de Campeche próxima de Florianópolis, os
sambaquis são muito encontrados em Santa Catarina principalmente no norte do
estado em Joinville e São Francisco, na proximidade de Jaguariúna e Garopaba,
onde esta o maior sambaqui do mundo com 22 metros de altura.
A partir do século XIX, começou a chegar a Santa Catarina
grande leva de imigrantes europeus, alemão, italiano, poloneses e australianos
em algumas cidades onde a presença é notada na culinária, na arquitetura, nas
festas e no artesanato. Em Pomerode no Vale do Itajaí a população além do português
fala fluentemente o alemão.
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Gravuras rupestres na Ilha de Campeche, em Florianópolis |
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