Tradutor

domingo, 9 de novembro de 2014

Um estado multiétnico

Nos tempos da colonização da América o estrado de Santa Catarina atrai vários navegadores pelo fato das condições boas do mar para atacar os navios e assim abastece-los com água e comida para seguir viagem. Alguns visitantes deixaram relatos sobre a região entre eles o naturalista alemão Langsdorff que escreveu em seu diário os costumes e a presença dos africanos escravizados e os açorianos, também o botânico Adallert Von Chanisso, que se encantou com a fauna e a flora local.
Em meados do século XVII começaram a chegar os escravos africanos, um século depois começou a desembarcar os açorianos onde introduziram novos hábitos e costumes para os habitantes dessa região, que podem ser observados até hoje, principalmente em alguns bairros de Florianópolis, como cassas construídas pelos imigrantes, a pesca profissional, o artesanato com a renda e bilro, uma herança portuguesa.

Renda de Bilro 

Uma das festas mais importantes é o folguedo do boi de mamão (Conhecida anteriormente como boi de pano), essa festa representa a morte e a ressureição de um boi, entre os personagens representados o vaqueiro Matheus e a Bernuncia uma mistura de jacaré e dragão que comem crianças.

Segundo a tradição esse nome começou certa vez que a cabeça do boneco foi feita com um mamão verde, e assim foi rebatizado com o nome que esta até hoje, essa brincadeira acontece nas cidades do litoral entre o natal e o carnaval, mais os festejos muitas vezes são prolongados.

Folguedo do boi de mamão
Santa Catarina também guarda vestígios de população de cerca de cinco mil anos, que podem ser observada em gravuras rupestres, dentro destaque os grafismos da Ilha de Campeche próxima de Florianópolis, os sambaquis são muito encontrados em Santa Catarina principalmente no norte do estado em Joinville e São Francisco, na proximidade de Jaguariúna e Garopaba, onde esta o maior sambaqui do mundo com 22 metros de altura.
A partir do século XIX, começou a chegar a Santa Catarina grande leva de imigrantes europeus, alemão, italiano, poloneses e australianos em algumas cidades onde a presença é notada na culinária, na arquitetura, nas festas e no artesanato. Em Pomerode no Vale do Itajaí a população além do português fala fluentemente o alemão. 

Gravuras rupestres na Ilha de Campeche, em Florianópolis

Nenhum comentário:

Postar um comentário