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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O Brasil no começo o século XIX

Na passagem do século XVIII para o século XIX  boa parte do litoral brasileiro já havia vilas e cidades e até no interior podiam-se encontrar núcleos urbanos decorrentes da ação de bandeirantes, mineradores, vaqueiros, tropeiros e do trabalho dos escravos indígena e africanos.
Em várias regiões da colônia, as atividades econômicas haviam passado por um processo de expansão e diversificação, contribuindo para integrar grande parte do território e delimitar cada vez mais as fronteiras. O mercado interno crescera tanto que a comercialização de gêneros alimentícios e a formação de rotas de comércio escapavam ao controle da metrópole.
Enquanto o Sul era grande fornecedor de artigos de couro, a capitania de São Paulo tornara-se fonte de abastecimento agrícola e ponto de passagem das mercadorias trazidas pelos tropeiros sulistas para o mercado de outras regiões. O Rio de Janeiro, elevado a capital da colônia em 1763, tinha em se porto um intenso movimento comercial. 
Minas Grais, apesar de não mais produzir ouro como no início do século XVIII, transformara-se em polo agropecuário, enquanto a zona da Mata no Nordeste continuava a produzir açúcar, principal produto de exportação da colônia. O Norte e algumas regiões nordestinas investiam em outras culturas, como algodão, arroz, fumo, cacau e anil.
Pessoas e mercadorias circulavam com maior facilidade e a expansão do mercado interno levava, pouco a pouco, a economia colonial a se monetarizar. Ou seja, os pagamentos deixavam de ser feitos à base de produtos ou em ouro e passavam as se realizar por meio de moedas. 


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